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No entanto, somente o habitante, e não o visitante, é quem pode reconhecer o cotidiano de um território, oferecendo informações para um mapa global sobre a qualidade dos seus dados. Nenhum autômato é capaz de conhecer o território usado pelas diversas redes humanas e suas dinâmicas com a natureza.

Estudos com comunidades ribeirinhas, amazônicas e de favelas comprovam que existem distinções entre a informação geográfica produzida por voluntários (VGI) e a informação geográfica proprietária (PGI). Esta distinção crítica tem como ponto de partida o método comparativo.

Dicotomias dos mapas online Por isso mapeamentos horizontalizadores tendem a ter sido processados por metodologias empoderadoras, que dão voz e ouvem os habitantes, porém servem, na maioria das vezes, para estrangeiros, em outras palavras aqueles que desconhecem o território e que são, na maioria dos casos, os que demandam dos mapas no cotidiano para mobilidade.

Por sua vez a verticalização tende a processar metodologias desorganizadoras, que dão prioridade para lugares econômicos e políticos em relação aos lugares culturais e sociais. A exemplo dos becos, vielas, feiras livres, camelôs, trilhas, hidrovias, ocupações, etc.

Causas de contrastes cartográficos

O que Milton Santos conceitualmente denominou como “circuitos inferiores” e “circuitos superiores”, na Geografia Crítica, se reproduziu na análise da comunicabilidade dos mapas online comparados nos territórios de Cachoeira-BA, Xapuri-AC, Complexo do Alemão, Rio de Janeiro-RJ.

Nestes três casos a representação dos circuitos superiores locais supera as dos inferiores para os mapas do Google Maps e o inverso ocorreu nos mapas do OpenStreetMap. Isso atesta que as VGI são horizontalizadoras porque são processadas por uma ação cartográfica - construída com base no olhar do habitante - e as PGI são aqui atestadamente verticalizadoras, porque são processadas por funcionários em um atividade cartográfica.

Esse debate está aberto às novas metodologias de pesquisas de dados mas sobretudo desafia a sociedade brasileira a pensar de modo autônomo, crítico, organizado e localizado sobre a “corrida infoespacial” que estas plataformas de mapas virtuais vivem e qual delas oferece mais vantagens competitivas para cada território na época que vivemos, a chamada Quarta Revolução Industrial.

Ver mais em: https://pt.everybodywiki.com/Geocomunicações

Location: Atalaia Nova, Barra dos Coqueiros, Região Geográfica Imediata de Aracaju, Região Metropolitana de Aracaju, Região Geográfica Intermediária de Aracaju, Sergipe, Região Nordeste, 49141-568, Brasil
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